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Leia por capítulosComentário sobre a Leitura Bíblica de Hoje
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João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada -
- Quantas vezes se deve perdoar a um irmão
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21
|Mateus 18:21|
Então, Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes?
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22
|Mateus 18:22|
Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete.
- A parábola do credor incompassivo
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23
|Mateus 18:23|
Por isso, o reino dos céus é semelhante a um rei que resolveu ajustar contas com os seus servos.
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24
|Mateus 18:24|
E, passando a fazê-lo, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos.
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25
|Mateus 18:25|
Não tendo ele, porém, com que pagar, ordenou o senhor que fosse vendido ele, a mulher, os filhos e tudo quanto possuía e que a dívida fosse paga.
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26
|Mateus 18:26|
Então, o servo, prostrando-se reverente, rogou: Sê paciente comigo, e tudo te pagarei.
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27
|Mateus 18:27|
E o senhor daquele servo, compadecendo-se, mandou-o embora e perdoou-lhe a dívida.
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28
|Mateus 18:28|
Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos que lhe devia cem denários; e, agarrando-o, o sufocava, dizendo: Paga-me o que me deves.
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29
|Mateus 18:29|
Então, o seu conservo, caindo-lhe aos pés, lhe implorava: Sê paciente comigo, e te pagarei.
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30
|Mateus 18:30|
Ele, entretanto, não quis; antes, indo-se, o lançou na prisão, até que saldasse a dívida.
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Sugestões

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02 de junho LAB 519
NÃO CAIA NA ARMADILHA
JÓ 03-05
Se você está em dia com sua leitura da Bíblia, está acompanhando um verdadeiro drama. Por um lado, é uma leitura gostosa de fazer, já que se trata de um conto curioso. Mas existem pessoas que desanimam a ler esse livro por diversas razões: há diálogos que trazem argumentos longamente repetitivos; pelo fato de que o livro é grande; por, às vezes, achar, enganadamente, que não se trataria de uma história real; e por outros equívocos mais desse tipo. Então, para você não cair nessa armadilha, quero apresentar um ponto de vista do teólogo Gerald Wheeler.
Wheeler comenta que esse livro tem deixado muitos leitores perplexos durante milhares de anos. O problema é que a maioria das pessoas folheia o começo e o fim do livro e faz uma conclusão de que Satanás é o responsável de todos os sofrimentos humanos e pronto. A realidade é que poucos se atrevem a cavar os mistérios mais profundos e a mensagem vital que estão contidos no restante do livro.
Perceba que o livro de Jó não se preocupa tanto em mostrar quem ou o que causa o sofrimento. Uma preocupação maior que essa é mostrar a forma como as pessoas reagem diante da provação. Vemos Jó lutando para entender como é possível que Deus inflija esse tipo de sofrimento para Seus servos fiéis. Os argumentos dos amigos de Jó são a parte mais patética da história, já que se esforçam para “preservar a fé”, mesmo que isso custasse o sacrifício das boas relações de amizade entre eles. De uma maneira geral, observa-se que os amigos de Jó parecem acreditar que Deus recompensa os justos e castiga os maus. E é engraçado que quando o mundo parece não se encaixar no padrão simplório que esses personagens pensam sobre a vida e a defendem, a posição teológica de cada um começa a titubear, mas parecem ficar desesperados para fazer qualquer coisa para conservar a opinião própria deles, mesmo que isso signifique destruir os outros.
É aí que vem o pé de guerra do livro de Jó. De um lado, Jó põe a responsabilidade do mal que está devastando sua vida nas costas de Deus. Os amigos, por outro lado, garantem que ele é um pecador. Aí Jó se ira contra Deus. Diante disso, seus amigos o pressionam, procurando seu “pecado oculto”, a suposta causa do sofrimento dele. Nesse diálogo, o eco que podemos ouvir é o das incompreensões teológicas de todos os tempos que, ironicamente, fazem muitos se desentenderem.
Mas enquanto o pecado e o sofrimento reinam neste mundo, deixe que o livro de Jó fale ao seu coração!
Valdeci Júnior
Fátima Silva