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João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada -
- Os sofrimentos do cerco
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1
|Lamentações 4:1|
Como se escureceu o ouro! Como se mudou o ouro refinado! Como estão espalhadas as pedras do santuário pelas esquinas de todas as ruas!
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2
|Lamentações 4:2|
Os nobres filhos de Sião, comparáveis a puro ouro, como são agora reputados por objetos de barro, obra das mãos de oleiro!
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3
|Lamentações 4:3|
Até os chacais dão o peito, dão de mamar a seus filhos; mas a filha do meu povo tornou-se cruel como os avestruzes no deserto.
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4
|Lamentações 4:4|
A língua da criança que mama fica pegada, pela sede, ao céu da boca; os meninos pedem pão, e ninguém há que lho dê.
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5
|Lamentações 4:5|
Os que se alimentavam de comidas finas desfalecem nas ruas; os que se criaram entre escarlata se apegam aos monturos.
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6
|Lamentações 4:6|
Porque maior é a maldade da filha do meu povo do que o pecado de Sodoma, que foi subvertida como num momento, sem o emprego de mãos nenhumas.
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7
|Lamentações 4:7|
Os seus príncipes eram mais alvos do que a neve, mais brancos do que o leite; eram mais ruivos de corpo do que os corais e tinham a formosura da safira.
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8
|Lamentações 4:8|
Mas, agora, escureceu-se-lhes o aspecto mais do que a fuligem; não são conhecidos nas ruas; a sua pele se lhes pegou aos ossos, secou-se como uma madeira.
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9
|Lamentações 4:9|
Mais felizes foram as vítimas da espada do que as vítimas da fome; porque estas se definham atingidas mortalmente pela falta do produto dos campos.
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10
|Lamentações 4:10|
As mãos das mulheres outrora compassivas cozeram seus próprios filhos; estes lhes serviram de alimento na destruição da filha do meu povo.
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Sugestões

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12 de junho LAB 529
EVITE O BLÁ, BLÁ, BLÁ
JÓ 32-34
Blá-blá-blá! Blá-blá-blá! Blá-blá-blá! Penso que era isso que rodava na cabeça de Jó, enquanto ouvia Eliú. Que cara chato! Jó falou o que tinha que falar e pronto! Mas aí Eliú começou a falar e não parou mais. Não acho, porém, que ele era alguém chato para mim ou para nós, que fazemos a leitura bíblica; o que ele disse é até interessante. Refiro-me ao quanto ele estava sendo chato naquela situação para Jó. Ele falou até espumar o canto da boca. Já viu aquele ditado: “fala mais que o homem da cobra”? A leitura inteira de hoje só apresenta a fala de Eliú, mais nada. E o pior é que ele continua falando até no capítulo 37. Então, prepare-se, pois toda a leitura de amanhã é ainda o discurso de Eliú. Estou falando sobre o quanto ele foi inconveniente porque, mais na frente, você verá que Deus repreendeu a todos que estavam falando, menos Jó.
Existem momentos que quanto você mais fala, pior fica. Quando vai a um funeral, por exemplo, onde a morte foi chocante, trágica, inesperada e aí se encontra com o enlutado descontroladamente chorando. Na maioria dos casos, quase que qualquer coisa que você falar vai ser besteira. Nessas horas, o melhor a fazer é estar presente. O que a pessoa precisa é saber que você está ao lado dela. Mais nada. É como se relacionar ou visitar alguém com depressão profunda. O depressivo precisa de muitas coisas, menos de sermão. E assim era com Jó. Ele não precisava de sermão. Ele precisava de abraço, compreensão, empatia.
Até aqui, tenho malhado muito as falas dos amigos de Jó, mas elas não são de todo maléficas. Há coisas que Eliú diz na leitura de hoje, que tanto era verdade naquela época quanto ainda é válido hoje em dia. O conceito está certo, o problema era o modo ou hora de falar. Nem toda verdade precisa ser dita. Nessas horas, percebemos que a sabedoria é muito mais importante que o conhecimento. De que adianta ter a informação certa, mas não saber usá-la?
Hoje, você está em mais vantagem que Jó, porque pode absorver as palavras de Eliú e separar o que é verdade. E como fazer isso? É simples: cada afirmação que você aprender de novo com as palavras dele, coloque em comparação com o que a Bíblia, como um todo, pensa sobre o assunto. Se o que ele tiver dito estiver de acordo com o restante do pensamento bíblico, tudo bem. Se for o contrário, então terá dito besteira. Enxugando assim, você vai evitar o blá-blá-blá.
Sempre busque descobrir a verdade!
Valdeci Júnior
Fátima Silva