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Leia por capítulosComentário sobre a Leitura Bíblica de Hoje
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João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada -
- Jesus e a tradição dos anciãos. O que contamina o homem
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1
|Marcos 7:1|
Ora, reuniram-se a Jesus os fariseus e alguns escribas, vindos de Jerusalém.
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|Marcos 7:2|
E, vendo que alguns dos discípulos dele comiam pão com as mãos impuras, isto é, por lavar
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3
|Marcos 7:3|
(pois os fariseus e todos os judeus, observando a tradição dos anciãos, não comem sem lavar cuidadosamente as mãos;
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4
|Marcos 7:4|
quando voltam da praça, não comem sem se aspergirem; e há muitas outras coisas que receberam para observar, como a lavagem de copos, jarros e vasos de metal [e camas]),
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5
|Marcos 7:5|
interpelaram-no os fariseus e os escribas: Por que não andam os teus discípulos de conformidade com a tradição dos anciãos, mas comem com as mãos por lavar?
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6
|Marcos 7:6|
Respondeu-lhes: Bem profetizou Isaías a respeito de vós, hipócritas, como está escrito:
Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.
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7
|Marcos 7:7|
E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens.
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8
|Marcos 7:8|
Negligenciando o mandamento de Deus, guardais a tradição dos homens.
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9
|Marcos 7:9|
E disse-lhes ainda: Jeitosamente rejeitais o preceito de Deus para guardardes a vossa própria tradição.
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10
|Marcos 7:10|
Pois Moisés disse:
Honra a teu pai e a tua mãe;
e:
Quem maldisser a seu pai ou a sua mãe seja punido de morte.
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Sugestões

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10 de janeiro LAB 376
EGOLATRIA
Gênesis 31-33
Você está fugindo de alguma coisa? Quero convidá-lo a fugir. Vamos fugir? O quê? Precisamos fugir da idolatria. Talvez você imagine que não precisa fugir da idolatria, por não ter nenhum santuário cheio de imagens em casa. Mas cada um de nós corre o risco de idolatrar alguma coisa até mesmo secular. Na leitura de hoje, tem a história de pessoas que estavam muito apegadas a itens não-religiosos.
Muitos, ao ler Gênesis 31, encabulam-se em pensar numa possível conivência da parte de Deus, permitindo que seus patriarcas fossem religiosos idolátricos. E a pergunta é: “As estatuetas que Raquel roubou denotam que Jacó era idólatra?”
As estatuetas que as pessoas da família de Abraão usavam e que aparecesse na nossa Bíblia traduzidas como ídolos ou deuses, na realidade, não eram adoradas por eles.
No original hebraico, a palavra é “terafim”. Eram bonequinhos de barro usados como documentação de propriedades. Quem os possuía era dono dos bens materiais a que se referiam, como se fosse a escritura de uma fazenda.
Muitos anos depois, as pessoas passaram a adorar essas estatuetas. Daí sim, elas passaram a ocupar o contexto de idolatria. Por isso, vem a confusão ao se interpretar o texto hebraico do Antigo Testamento em saber se o terafim era um objeto de documentação ou de adoração.
No caso da família de Abraão, se você analisar bem o contexto, verá que a importância que as estátuas tinham para eles era de documentação e não de adoração porque:
a) Na fuga de Jacó e Raquel, com a perseguição de Labão, a motivação de seus confrontos era a preocupação com os bens materiais, a herança, o salário, etc.;
b) Eles não aparecem orando ou preocupados com a veneração a esses objetos;
c) Nessa história, eles sempre adoram ao Senhor;
d) Raquel chega a sentar-se em cima das estatuetas - ela jamais faria isso com o que considerasse santo.
A única idolatria que poderia estar se passando por ali era a de colocar os bens materiais na frente de Deus, nas prioridades do coração. Essa é a mesma idolatria na qual corremos o risco de cair hoje, pois onde está o nosso tesouro, também está o nosso coração (Mateus 6:21). Mas, nesse caso, o problema não está com o objeto idolatrado e sim com a disposição mental da pessoa relacionada ao objeto. O maior inimigo do homem é ele próprio. Nossa tendência é amar tanto o nosso ego, ao ponto extremo de colocá-lo acima de Deus. A egolatria também é pecado, porque nos aliena do Pai que está no Céu.
Lembre-se sempre de dar toda a honra, glória e louvor somente a Deus.
Valdeci Júnior
Fátima Silva