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Leia por capítulosComentário sobre a Leitura Bíblica de Hoje
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Nova Tradução na Linguagem de Hoje -
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1
|Ezequiel 14:1|
Alguns líderes israelitas vieram me perguntar qual era a vontade do SENHOR.
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2
|Ezequiel 14:2|
Então o SENHOR me disse o seguinte:
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3
|Ezequiel 14:3|
- Homem mortal, esses homens deram o seu coração aos ídolos e estão deixando que os ídolos os façam pecar. Será que pensam que vou lhes dar alguma resposta?
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4
|Ezequiel 14:4|
- Pois bem, diga aquilo que eu, o SENHOR Deus, estou lhes dizendo: "Todo israelita que sente no coração a vontade de adorar ídolos, que está permitindo que eles o façam pecar e que vai consultar um profeta receberá a minha resposta. E será a resposta que os seus muitos ídolos merecem.
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5
|Ezequiel 14:5|
Todos esses ídolos desviaram o meu povo de mim, porém com a minha resposta espero que ele volte a ser fiel a mim como antes."
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6
|Ezequiel 14:6|
- Por isso, diga aos israelitas que eu, o SENHOR Deus, estou dizendo o seguinte: "Arrependam-se e abandonem os seus ídolos nojentos."
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7
|Ezequiel 14:7|
- Quando um israelita ou um estrangeiro que mora em Israel se afastar de mim, e for tentado a adorar ídolos e deixar que eles o façam pecar, e então for consultar um profeta - eu, o SENHOR, é que lhe darei a resposta!
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8
|Ezequiel 14:8|
Eu ficarei contra essa pessoa e farei dela um exemplo. Eu a arrancarei do meio do meu povo, e assim todos ficarão sabendo que eu sou o SENHOR.
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9
|Ezequiel 14:9|
- Se um profeta for enganado e der uma resposta falsa, fui eu, o SENHOR, quem o enganou. Eu o tirarei do meio do povo de Israel.
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10
|Ezequiel 14:10|
Tanto o profeta como aquele que o consultar receberão o mesmo castigo.
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Sugestões

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08 de fevereiro LAB 405
PENA DE MORTE
Levítico 20-22
Na leitura de hoje, encontramos uma aparente contradição bíblica, que pode ser expressa pela pergunta: “Se Deus disse ‘não matarás’, como ordenava a prática da pena capital?”
As diferentes sociedades têm diferentes formas de reprimir e banir o mal existente no seu seio. Apesar de o mandamento ser contra o assassinato, Deus permitira à comunidade israelita, especialmente às autoridades máximas, proferir uma sentença de morte para os que cometiam alguns tipos de crimes ou pecados. Paulo falou sobre a autoridade que Deus dava aos dirigentes públicos para administrarem tais execuções de juízo (Romanos 13:3-4). O mandamento “não matarás” era aplicado a todos os homens individualmente, enquanto as ordenanças de execução eram dadas coletivamente. A regularização da pena de morte não autoriza a arbitrariedade homicida de um indivíduo. Mesmo atualmente, nas sociedades modernas onde é regularizada a pena de morte, acontece assim. Não é uma pessoa que decide a morte da outra, para alimentar os seus sentimentos maus. É o sistema que determina a morte do criminoso, com dor no coração por precisar fazer o que se deve ser feito. Não é vingança, e sim, o trabalho de um sistema judicial. Em tal sistema, as pessoas da parte inocente e ofendida não têm o poder de decidir nada em relação ao condenado. Quem decide é a lei. E essa moldura de execução protege a própria pessoa de praticar os problemas que estão por trás do sexto mandamento.
Você e eu, como pessoas físicas, não temos como decidir sobre os modelos judiciários a serem adotados ou não na sociedade em que estamos inseridos. Mas como indivíduos, podemos entender que o sexto mandamento preocupa-se com a possibilidade de haver ódio em nosso coração, se nós desejarmos que a vida do próximo seja arruinada. Isso fica mais esclarecido no Novo Testamento, quando Jesus, sem dar um posicionamento específico sobre a pena capital, por não estar decidindo nada em nível de sociedade, dirigiu-se a indivíduos e disse que “todo aquele que sem motivo se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento.” Pois não devemos alimentar o ódio nem a vingança no nosso coração. “Ouvistes que foi dito: Olho por olho, dente por dente. Eu, porém, vos digo: não resistais ao perverso; mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra” (Mateus 5:22, 38-39 - RA).
Um homicídio começa no coração daquele que odeia as pessoas. Deus valoriza a vida e desagrada-se de qualquer indício de raiva, vingança ou rejeição (1 João 3:15).
Portanto, independentemente dos moldes que os nossos tribunais de justiça adotem para banir o mal, como pessoas, podemos decidir pela paz e pelo bem.
Valdeci Júnior
Fátima Silva