-
-
João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada -
-
57
|Lamentações 3:57|
De mim te aproximaste no dia em que te invoquei; disseste: Não temas.
-
58
|Lamentações 3:58|
Pleiteaste, Senhor, a causa da minha alma, remiste a minha vida.
-
59
|Lamentações 3:59|
Viste, SENHOR, a injustiça que me fizeram; julga a minha causa.
-
60
|Lamentações 3:60|
Viste a sua vingança toda, todos os seus pensamentos contra mim.
-
61
|Lamentações 3:61|
Ouviste as suas afrontas, SENHOR, todos os seus pensamentos contra mim;
-
62
|Lamentações 3:62|
as acusações dos meus adversários e o seu murmurar contra mim, o dia todo.
-
63
|Lamentações 3:63|
Observa-os quando se assentam e quando se levantam; eu sou objeto da sua canção.
-
64
|Lamentações 3:64|
Tu lhes darás a paga, SENHOR, segundo a obra das suas mãos.
-
65
|Lamentações 3:65|
Tu lhes darás cegueira de coração, a tua maldição imporás sobre eles.
-
66
|Lamentações 3:66|
Na tua ira, os perseguirás, e eles serão eliminados de debaixo dos céus do SENHOR.
-
-
Sugestões

Clique para ler Jeremias 42-44
23 de agosto LAB 601
PERICULOSIDADE
Jeremias 42-44
O Jeremias foi parar no Egito. Ele não queria ir para lá, de jeito nenhum. Ele falara para o povo que eles não deveriam ir. E ele só foi para lá, por ter sido forçado pelas circunstâncias da teimosia do povo. Mas, fazer o quê!
Você já passou por isso? Por uma circunstância desagradável, pela qual você não gostaria de ter passado. A princÃpio você evita, mas depois, a situação foge do seu controle, e, por causa dos outros, você também acaba se lascando. Nestas horas, é difÃcil ficar de boca fechada.
Foi o que aconteceu com o Jeremias que foi parar em Dafne, na fronteira nordeste do Egito. Dafne não seria o ponto final da migração dos judeus que acompanhavam Joanã naquela fuga. Dali eles se espalhariam. Mas, o fato é que, durante a pausa em Dafne, Jeremias recebeu uma mensagem do Senhor. E deveria apresentá-la em forma dramatizada, como as do cinto de linho e do vaso quebrado, que já apresentara anteriormente.
A obstinação do povo era tanta que nada mais, nem a mensagem, as palavras ou as encenações de Jeremias, tinha efeito. Quão fácil era-lhes torcer os fatos e interpretá-los segundo seus preconceitos e preferência. Qual fácil é também que isso aconteça conosco hoje. É um perigo. Quando o povo de Deus chega a esse ponto, o que mais um profeta de Deus pode fazer?
Diante da inutilidade dos argumentos, Jeremias apela para o futuro: a história diria quem tinha razão. Que levassem sua maldade às últimas conseqüências. Veriam com seus próprios olhos, e em sua própria carne, a palavra de quem subsistiria, a sua, ou a do Senhor. Deus então declara que Seu nome não mais seria pronunciado em vão por um só judeu vivendo no Egito. Seriam todos consumidos pela espada e pela fome. Os que sobreviveriam e teriam ocasião de voltar à sua terra constituiriam um número diminuto.
Um sinal finalmente lhes é dado como prova de que a palavra do Senhor é que prevaleceria. Tinham se refugiado à sombra de Faraó-Hofra (Apries - 589 a 570 d.C). Pois bem, Hofra seria entregue na mão de seus inimigos, que o fariam perecer. E realmente, ele perdeu sua vida numa rebelião, sendo sucedido por Amasis.
Os teimosos judeus ficaram perdidos. O maior problema daquele povo foi confundir permissão divina com vontade divina. Uma coisa é o que Deus quer, outra coisa é o que Deus, até certo ponto, tolera. E cair na zona da tolerância é um perigo. Porque tudo fica passÃvel de ser confundido, e, na penumbra cinzenta, vem o pior: o sincretismo.
O melhor é procurar fazer a vontade de Deus.
Valdeci Júnior
Fátima Silva