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Leia por capítulosComentário sobre a Leitura Bíblica de Hoje
85-
João Ferreira de Almeida Corrigida e Revisada, Fiel -
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1
|Salmos 85:1|
<<Salmo para o músico-mor, entre os filhos de Coré>> Abençoaste, SENHOR, a tua terra; fizeste voltar o cativeiro de Jacó.
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2
|Salmos 85:2|
Perdoaste a iniqüidade do teu povo; cobriste todos os seus pecados. (Selá.)
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3
|Salmos 85:3|
Fizeste cessar toda a tua indignação; desviaste-te do ardor da tua ira.
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4
|Salmos 85:4|
Torna-nos a trazer, ó Deus da nossa salvação, e faze cessar a tua ira de sobre nós.
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5
|Salmos 85:5|
Acaso estarás sempre irado contra nós? Estenderás a tua ira a todas as gerações?
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6
|Salmos 85:6|
Não tornarás a vivificar-nos, para que o teu povo se alegre em ti?
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7
|Salmos 85:7|
Mostra-nos, SENHOR, a tua misericórdia, e concede-nos a tua salvação.
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8
|Salmos 85:8|
Escutarei o que Deus, o SENHOR, falar; porque falará de paz ao seu povo, e aos santos, para que não voltem à loucura.
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9
|Salmos 85:9|
Certamente que a salvação está perto daqueles que o temem, para que a glória habite na nossa terra.
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10
|Salmos 85:10|
A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram.
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Sugestões

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08 de fevereiro LAB 405
PENA DE MORTE
Levítico 20-22
Na leitura de hoje, encontramos uma aparente contradição bíblica, que pode ser expressa pela pergunta: “Se Deus disse ‘não matarás’, como ordenava a prática da pena capital?”
As diferentes sociedades têm diferentes formas de reprimir e banir o mal existente no seu seio. Apesar de o mandamento ser contra o assassinato, Deus permitira à comunidade israelita, especialmente às autoridades máximas, proferir uma sentença de morte para os que cometiam alguns tipos de crimes ou pecados. Paulo falou sobre a autoridade que Deus dava aos dirigentes públicos para administrarem tais execuções de juízo (Romanos 13:3-4). O mandamento “não matarás” era aplicado a todos os homens individualmente, enquanto as ordenanças de execução eram dadas coletivamente. A regularização da pena de morte não autoriza a arbitrariedade homicida de um indivíduo. Mesmo atualmente, nas sociedades modernas onde é regularizada a pena de morte, acontece assim. Não é uma pessoa que decide a morte da outra, para alimentar os seus sentimentos maus. É o sistema que determina a morte do criminoso, com dor no coração por precisar fazer o que se deve ser feito. Não é vingança, e sim, o trabalho de um sistema judicial. Em tal sistema, as pessoas da parte inocente e ofendida não têm o poder de decidir nada em relação ao condenado. Quem decide é a lei. E essa moldura de execução protege a própria pessoa de praticar os problemas que estão por trás do sexto mandamento.
Você e eu, como pessoas físicas, não temos como decidir sobre os modelos judiciários a serem adotados ou não na sociedade em que estamos inseridos. Mas como indivíduos, podemos entender que o sexto mandamento preocupa-se com a possibilidade de haver ódio em nosso coração, se nós desejarmos que a vida do próximo seja arruinada. Isso fica mais esclarecido no Novo Testamento, quando Jesus, sem dar um posicionamento específico sobre a pena capital, por não estar decidindo nada em nível de sociedade, dirigiu-se a indivíduos e disse que “todo aquele que sem motivo se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento.” Pois não devemos alimentar o ódio nem a vingança no nosso coração. “Ouvistes que foi dito: Olho por olho, dente por dente. Eu, porém, vos digo: não resistais ao perverso; mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra” (Mateus 5:22, 38-39 - RA).
Um homicídio começa no coração daquele que odeia as pessoas. Deus valoriza a vida e desagrada-se de qualquer indício de raiva, vingança ou rejeição (1 João 3:15).
Portanto, independentemente dos moldes que os nossos tribunais de justiça adotem para banir o mal, como pessoas, podemos decidir pela paz e pelo bem.
Valdeci Júnior
Fátima Silva