-
Leia por capítulosComentário sobre a Leitura Bíblica de Hoje
-
Nova Tradução na Linguagem de Hoje -
-
21
|Números 18:21|
O SENHOR disse: - Eu dou aos levitas todos os dízimos que o povo de Israel me oferece. Isso é o pagamento pelo serviço de cuidar da Tenda Sagrada.
-
22
|Números 18:22|
E nunca mais os outros israelitas devem chegar perto da Tenda porque isso seria um pecado que causaria a morte deles.
-
23
|Números 18:23|
Mas os levitas farão o trabalho da Tenda e serão responsáveis pelos erros que cometerem; essa lei é para sempre e valerá também para os seus descendentes. Os levitas não terão nenhuma propriedade em Israel,
-
24
|Números 18:24|
pois eu lhes dei, para serem propriedade deles, os dízimos que os israelitas me apresentam como oferta especial. Foi por isso que eu lhes disse que não teriam propriedades em Israel.
-
25
|Números 18:25|
O SENHOR Deus ordenou a Moisés
-
26
|Números 18:26|
que dissesse aos levitas o seguinte: - Quando receberem dos israelitas os dízimos que Deus lhes dá para serem de vocês, vocês darão a décima parte desses dízimos como oferta especial a Deus.
-
27
|Números 18:27|
Essa oferta especial é como se fosse a oferta que o fazendeiro faz do primeiro cereal e do primeiro vinho.
-
28
|Números 18:28|
Assim, de todos os dízimos que receberem dos israelitas, vocês darão também uma oferta especial que pertence a Deus, o SENHOR. Vocês deverão entregá-la ao sacerdote Arão.
-
29
|Números 18:29|
Das ofertas que vocês receberem dêem a melhor parte para mim.
-
30
|Números 18:30|
Depois que me derem a melhor parte, vocês poderão ficar com o resto, como faz o fazendeiro que, depois de dar a sua oferta, fica com o que sobra.
-
-
Sugestões

Clique para ler Levítico 20-22
08 de fevereiro LAB 405
PENA DE MORTE
Levítico 20-22
Na leitura de hoje, encontramos uma aparente contradição bíblica, que pode ser expressa pela pergunta: “Se Deus disse ‘não matarás’, como ordenava a prática da pena capital?”
As diferentes sociedades têm diferentes formas de reprimir e banir o mal existente no seu seio. Apesar de o mandamento ser contra o assassinato, Deus permitira à comunidade israelita, especialmente às autoridades máximas, proferir uma sentença de morte para os que cometiam alguns tipos de crimes ou pecados. Paulo falou sobre a autoridade que Deus dava aos dirigentes públicos para administrarem tais execuções de juízo (Romanos 13:3-4). O mandamento “não matarás” era aplicado a todos os homens individualmente, enquanto as ordenanças de execução eram dadas coletivamente. A regularização da pena de morte não autoriza a arbitrariedade homicida de um indivíduo. Mesmo atualmente, nas sociedades modernas onde é regularizada a pena de morte, acontece assim. Não é uma pessoa que decide a morte da outra, para alimentar os seus sentimentos maus. É o sistema que determina a morte do criminoso, com dor no coração por precisar fazer o que se deve ser feito. Não é vingança, e sim, o trabalho de um sistema judicial. Em tal sistema, as pessoas da parte inocente e ofendida não têm o poder de decidir nada em relação ao condenado. Quem decide é a lei. E essa moldura de execução protege a própria pessoa de praticar os problemas que estão por trás do sexto mandamento.
Você e eu, como pessoas físicas, não temos como decidir sobre os modelos judiciários a serem adotados ou não na sociedade em que estamos inseridos. Mas como indivíduos, podemos entender que o sexto mandamento preocupa-se com a possibilidade de haver ódio em nosso coração, se nós desejarmos que a vida do próximo seja arruinada. Isso fica mais esclarecido no Novo Testamento, quando Jesus, sem dar um posicionamento específico sobre a pena capital, por não estar decidindo nada em nível de sociedade, dirigiu-se a indivíduos e disse que “todo aquele que sem motivo se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento.” Pois não devemos alimentar o ódio nem a vingança no nosso coração. “Ouvistes que foi dito: Olho por olho, dente por dente. Eu, porém, vos digo: não resistais ao perverso; mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra” (Mateus 5:22, 38-39 - RA).
Um homicídio começa no coração daquele que odeia as pessoas. Deus valoriza a vida e desagrada-se de qualquer indício de raiva, vingança ou rejeição (1 João 3:15).
Portanto, independentemente dos moldes que os nossos tribunais de justiça adotem para banir o mal, como pessoas, podemos decidir pela paz e pelo bem.
Valdeci Júnior
Fátima Silva